sábado, 28 de outubro de 2017

Autobiografia matemática e EJA


Autobiografia como ponto de partida para a Educação Matemática de Jovens e Adultos

 Érica Valeria Alves

Resumo 
Defendido pela Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos (BRASIL, 2002) e ratificado por diversos autores (FREIRE, 1975, FONSECA, 2002; DAZOLI et al, 2015), a abordagem de temas matemáticos na Educação de Jovens e Adultos deve sempre partir de elementos já conhecidos dos sujeitos, decorrentes de sua cultura e de suas práticas sociais extraescolares. No entanto, dada a formação inicial dos professores de Matemática que atuam na EJA, a tomada de consciência acerca de tais elementos nem sempre é algo elementar. O presente texto tem por objetivo promover uma reflexão sobre a relevância de partir desses elementos para a abordagem da Matemática na EJA, apresentando a autobiografia como um recurso que pode favorecer ao docente a recolha de elementos que permitam uma melhor organização de sua ação didática. Palavras-chave: Educação Matemática de Jovens e Adultos; Mobilização de Cultura Matemática; Autobiografia.

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Autobiografia como ponto de partida para a Educação Matemática de Jovens e Adultos


Leitura complementar

História da Educação Matemática, Formação de Professores a Distância e Narrativas Autobiográficas: dos sofrimentos e prazeres da tabuada 

 Maria Laura Magalhães Gomes
Resumo 
Este artigo aborda a leitura e a produção de narrativas autobiográficas na disciplina História do Ensino da Matemática, integrante da matriz curricular do curso a distância de Licenciatura em Matemática oferecido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O texto focaliza a relevância das dimensões históricas do ensino da Matemática na formação de professores, apresenta o contexto em foco e discute parâmetros teóricometodológicos para o trabalho com textos autobiográficos na pesquisa e no ensino da História da Educação Matemática. São comentados, em especial, aspectos relacionados ao ensino e à aprendizagem da tabuada nas narrativas autobiográficas escritas por alunos do referido curso, em 2011. Palavras-chave: História da Educação Matemática. Formação de Professores de Matemática a Distância. Escrita Autobiográfica. Narrativas sobre Ensinar-Aprender a Tabuada.

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Cultura matemática e currículo na EJA

O currículo enculturador de matemática na EJA

SIMONE BUENO, CÉLIA MARIA CAROLINO PIRES

Resumo

Nosso estudo tem por objetivo investigar o Currículo de Educação de Jovens e Adultos. O referencial teórico baseia-se em trabalhos de Bishop (1999, 2002) acerca do Currículo de Matemática em uma perspectiva cultural, os estudos de Pires (2000) a respeito da organização curricular e Skovsmose (2010) com estudos referentes a critérios de escolha dos contextos dentro de um ambiente de aprendizagem em Matemática. O trabalho caracteriza-se por pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso. Os dados coletados a partir do trabalho de campo, do material de análise e observação às aulas de Matemática em uma turma da Educação de Jovens e Adultos, com foco na postura do professor ao selecionar e desenvolver os conteúdos propostos. Dessa forma  partir dos dados coletados e da análise realizada, espera-se que os resultados obtidos possam ser traduzidos em propostas que orientem e fomentem a reflexão do professor frente ao currículo de Matemática para a EJA, contribuindo para um processo reflexivo.
Palavras-chave: educação de jovens e adultos; currículo de matemática.

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Filosofia da Educação Matemática

Práticas matemáticas: contribuições sóciofilosóficas para a Educação Matemática
 Denise Silva Vilela
 Resumo: O intuito deste estudo consiste em compreender as matemáticas como práticas sociais, ou seja, em elaborar teoricamente a concepção de práticas matemáticas. O ponto de partida é um estudo anterior, em que se observa a ocorrência de diversas adjetivações da palavra matemática em publicações e pesquisas acadêmicas recentes da área da Educação Matemática. As adjetivações são interpretadas como diferentes jogos de linguagem, com as devidas semelhanças de família, no sentido dado por Wittgenstein às expressões. Acrescenta-se à leitura filosófica das adjetivações uma abordagem sociológica por meio de conceitos de Bourdieu, cuja concepção de ciência é referência para compreensão das matemáticas como práticas sociais, em que haveria uma lógica da situação que determina normas e formas específicas de fazer matemática. 
Palavras-chave: prática social; jogos de linguagem; filosofia da Educação Matemática; Wittgenstein; Bourdieu.