sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Etnomatemática - leitura complementar

A construção de saberes matemáticos entre jovens e adultos do Morro de São Carlos

Maria Cecilia de Castello Branco Fantinato

http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n27/n27a07

Atividade referente a 11/09/2017

8 comentários:

  1. Retomando as palavras de D´Ambrosio da ultima semana:
    "O risco que estamos correndo em Educação Matemática é fazer uma educação de reprodução, esperando que os alunos procurem soluções antigas para problemas novos. Ao sair da escola, serão subordinados, passivos e desprovidos de espírito crítico."
    Que caminhos você vislumbra para a superação da escola da passividade por meio da educação matemática?

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  2. Essa pergunta provoca muitas reflexões, e certamente nos falta ( ou melhor: faltava) essa oportunidade de refletir no nosso dia-a-dia enquanto professor(a) diante dos desafios que encontramos em sala de aula. Porém D’Ambrosio nos dá alguns caminhos, ele diz que um dos maiores equívocos da educação é quando o professor toma como referências suas próprias experiências e não reconhece o que o estudante já sabe e o que é capaz de fazer. Assim, a superação da matemática como reprodução ou apenas como “exercícios de fixação” poderá partir desse olhar sensível do professor para o ambiente ao qual esse aluno faz parte e da utilidade desse conhecimento para resolver problemas em seu cotidiano.

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  3. Realmente Cali, e ainda nos apresenta a importância e contribuição de um ensino baseado na educação matemática e na etnomatemática para atuarmos em classes de jovens e Adultos, nos mostrando o quanto podemos oferecer e principalmente, aprender com esses alunos em relação a educação matemática. Ressaltando que: ”Situações como essa apontavam para uma vinculação do contexto sociocultural com as produções desses alunos.”

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  4. Realmente Caliane, concordo plenamente com você! O texto de D'Ambrosio, nos permiti refletir sobre a necessidade de uma atuação mais dinâmica na área da matemática proporcionando ao discente uma oportunidade a ver a matemática sem complicação podendo ser vista de maneira significativa no dia-a-dia dos discentes.

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    1. Jomar Cotrim 14 de Setembro de 201713 de setembro de 2017 às 21:07

      O texto de Maria Célia:

      Leitura complementar sobre Etnomatemática: “A construção de saberes matemáticos entre jovens e adultos do Morro de São Carlos “. Ela evidencia os conhecimentos prévios dos jovens e adultos, procurando analisar os grupos culturais que estão inseridos, as experiência profissionais, os níveis de escolaridade, sem se preocupar com a idade. Procura através da linguagem mental analisar as suas potencialidades adquiridas no decorrer dos anos e como influencia na linguagem escrita. Trazendo na sua pesquisa qualitativa a importância da valorização da matemática fora da sala de aula e mostrando que não se deve deter-se a mesma.


      Que caminhos você vislumbra para a superação da escola da passividade por meio da educação matemática?

      Acredito que é um grande desafio. A proporção que, vamos nos aprofundando em nosso estudos, descobriremos uma maneira plauzivel de transformação, sem provocar muitos danos.

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    2. O texto: O Programa Etnomatemática: uma síntese
      Ubiratan D’Ambrósio

      Nesse texto, ele deixa bem claro que o grande desafio é como ensinar práticas e ideias da cultura dominante sem destruir os valores da cultura original; como lidar com o ambiente social; cultural e natural, desenvolvido por distintos grupos sociais, aprofundando na análise dessas práticas de diversos grupos sociais, no que fazem e o porquê fazem. Procurando desta forma fazer uma nova forma de Pedagogia que responda as necessidades ambientais, sociais e culturais, despertando assim a imaginação e a criatividade. Observei um aprofundamento da Etnomatemática como construção de um conhecimento que está muito além de tudo que aprendi dentro da sala de aula e que já praticava a matemática desde as nossas experiências quando criança.
      Aborda também a contextualização da matemática, sem o rigor que exclui e amedronta.
      Pesquisando um pouco mais além, Ubiratan fala das dimensões Etnomatemática: Dimensão conceitual, não desvalorizarmos um determinado conhecimento em prol do nosso próprio conhecimento; Dimensão histórica, olhamos a historicidade de cada povo, grupo ou sociedade, percebemos fazeres e saberes próprios inerentes a cada cultura, onde os instrumentos materiais e intelectuais falam muitos sobre como estes indivíduos lidam e veem a sua realidade; Dimensão epistemológica, o estudo crítico dos princípios, hipótese e resultados das ciências já constituídas, e que visa determinar os fundamentos lógicos, o valor e o alcance dos objetos delas, também chamada de teoria do conhecimento; Dimensão cognitiva, são debatidos os modos de quantificar, comparar, explicar, generalizar, dentre outros, da espécie humana. Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição do conhecimento e consequentemente, uma boa adaptação ao meio, já que a capacidade cognitiva se aperfeiçoa a todo momento; Dimensão política, as relações de poder, a valorização de um saber ou fazer em subordinação de um ou exclusão de outro; Dimensão educacional, a educação é a ação ou o processo de dar ou receber conhecimentos, de modo a desenvolver o poder de raciocínio e julgamento e, preparar intelectualmente a si mesmo ou aos outros para a vida adulta.


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    3. FANTINATO em seu texto aponta caminhos para superar o ensino que aponta para a passividade. O primeiro é a necessidade de estudos sobre os conhecimentos matemáticos informais de jovens e adultos em contextos não escolares. Através desse conhecimento é possível oportunizar o protagonismo do aluno valorizando o saber construído ao longo dos anos que esteve fora da escola. Depois estabelecer uma relação desses conhecimentos, produzidos em contextos extra-escolares, com os conhecimentos matemáticos escolares.
      A etnomatemática traz para o ensino uma dimensão política que visa: “Tornar visíveis os saberes de uma cultura que se encontra, por fatores históricos, políticos ou econômicos, dominada por outra, é dar poder a esta última.” É necessário portanto estabelecer um diálogo respeitoso entre os diferentes saberes, dando vez e voz aos educandos, rompendo com a opressão e hegemonia.

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