Apropriação de práticas de numeramento na EJA: valores e discursos em
disputa
Maria da Conceição Ferreira Reis Fonseca
Fernanda Maurício Simões
Resumo
Este artigo contempla questões da
apropriação de práticas de numeramento no contexto escolar por estudantes jovens
e adultos da educação básica. Consideramos essas práticas sociais que envolvem
ideias, critérios e representações matemáticas como práticas de letramento,
constituídas por modos de uso da língua escrita e informadas pelas relações que
estabelecem com valores e conhecimentos relativos à cultura letrada. No âmbito
do estudo aqui apresentado, analisamos as posições discursivas assumidas pelos
sujeitos em interações em sala de aula ocorridas durante a correção de uma
atividade de matemática em que se solicitava que os alunos indicassem a ordem
de grandeza de alguns objetos e a expressão das medidas aproximadas no sistema
métrico decimal. Enquanto a proposta escolar requeria a produção de estimativas
em detrimento da referência em situações específicas, os estudantes produziram
respostas que se apoiam em situações contextuais e buscam a precisão. A análise
sugere que os processos de apropriação das práticas de numeramento escolares
não se restringem a uma dimensão técnica, estando relacionados às maneiras de os
sujeitos se apropriarem dos valores a elas vinculados. No jogo discursivo
escolar, alunos e alunas assumem posições diversas, que ora se solidarizam com
os modos de conhecer escolares, ora os questionam, colocando-se como sujeitos
de aprendizagem, nos diversos modos de conhecer e se relacionar com o mundo.
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